Em meio às críticas da oposição ao decreto que ampliou o acesso da primeira-dama ao gabinete da Presidência, o governo de Lula autorizou a viagem de Janja Lula a Paris, na França, por três dias.
A autorização foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que estava como presidente interino durante a viagem de Lula a Roma. Segundo o decreto, Janja estará em Paris de 19 a 21 de outubro, a convite da Associação Autres Brésils, participando de um seminário sobre transição energética e educação ambiental.
Na segunda-feira (13), a oposição protocolou projetos para derrubar as alterações, criticando novas funções de Janja, incluindo a atuação como representante do governo em eventos oficiais.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou:
“A primeira-dama não concorreu a qualquer cargo e, muito menos, foi eleita ou autorizada pela Constituição Federal ou por qualquer lei em sentido estrito a ter verba, funcionários públicos à sua disposição e, o pior, representar o chefe do Executivo em atividades de caráter cultural, social ou cerimonial.”
Apesar das críticas, o governo segue defendendo a atuação de Janja em eventos internacionais relacionados a meio ambiente, gênero e desenvolvimento sustentável.
